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domingo, 16 de junho de 2013

Desculpem o transtorno, estamos em construção. (Gabriel Chalita)


 O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra a si mesmo decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos.
   Durante nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.
   Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.
   Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.
   Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.
   Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe e assim vamos causando transtornos.
   Estes tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.
   Tijolo a tijolo o templo da nossa história vai ganhando forma.
   O outro também esta em construção e causa transtornos e as vezes um tijolo cai e nos machuca, outras vezes é o cal ou o cimento que suja nosso rosto.
   Quando não é um, é o outro e o tempo todo temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também tem que fazer.
   Os erros dos outros, os meus erros.
   Os meus erros, os erros dos outros.
   Essa é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram.
   A partir desta conclusão chegamos a uma necessidade humana e cristã.
   O perdão.
   Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras, é compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários, que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros, e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.
   Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado e será um desperdício.
   O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão.
   É um banho na alma.
   Se eu errei, se eu magoei, se eu julguei mal, desculpe-me por todos estes transtornos...
Estou em construção.

   Desculpem o transtorno, estamos em construção.

Gabriel Chalita

Recebi hoje por e-mail este texto.
Um texto que eu amaria ter escrito, mas que isto não impede de eu postar em meu blog.
Lendo pude refletir sobre a máxima PHN dos que procuram mudar um pouco a cada dia.
Por Hoje Não  me abaterei pelos meus erros.
Por Hoje Não recriminarei ao próximo pelos seus.
Creio que assim o perdão ao próximo e o auto-perdão  logo baterão plenamente a minha porta.


3 comentários:

Dhionatan Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dhionatan Santos disse...

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Dra. Sueli Reis Cezar disse...

Conheci esse texto hoje numa reunião de sociodrama.
Simplesmente perfeito. Ele traz com nitidez nossas imperfeições.