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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sem solução


Sempre tentou, inutilmente, explicar enquanto ela soluçava repetidamente palavras já conhecidas, como se seus soluços tapassem-lhe seu canal auditivo ou como se ele não tivesse entendido apenas por não ver raciocínio lógico naquele emaranhado de palavras.
E nessa tentativa vã de entendimento passaram-se dias, meses, anos até que de um enjôo crônico surge seu vomito, acompanhado de todo aquele resto de alimentação mau cheirosa que os soluços costumeiramente contem.
Ela não suportando tamanha falta de classe, sem contar o mau cheiro, se vai e ele pergunta se um dia sentiria saudades de seus soluços.
Seu estomago responde prontamente que não.


Ayahuasca

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